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  GreenBlog

19 de maio de 2006

Um dia de emoções para os que lutam pela paz na floresta


Passamos o dia num quarto de hotel com vista para o Rio Tapajós e o silo da Cargill. Daqui pudemos acompanhar as grandes imagens do dia: o bloqueio do porto com nosso navio, o Arctic Sunrise, e a tentativa de nossos alpinistas de colocar uma faixa com a mensagem “Fora Cargill” protestando contra o papel da empresa na destruição da Floresta Amazônica.

Também passamos o dia escutando os tiros de rojão, vários deles direcionados ao nosso navio e nossos ativistas. Infelizmente um fotógrafo alemão foi vítima de um desses ataques, recebendo uma rajada no peito e causando uma queimadura que certamente vai deixar uma marca física e mental sobre sua experiência na Amazônia.

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14 de maio de 2006

Onde foi parar a liberdade de expressão?


À tarde, uma multidão de ativistas se reuniu em um dos salões do hotel para discutir um pouco do contexto em que estamos trabalhando em Santarém. O agressivo movimento de sojicultores e simpatizantes do agronegócio não tem impedido apenas a realização de nossas atividades, mas a liberdade de expressão através da intimidação e violência.

Foram feitos vários relatos sobre a violência da gangue "Fora Greenpeace" contra nós na noite anterior. Um homem contou que sua esposa chamou a polícia na hora da pancadaria, dizendo que seu marido estava sendo ameaçado. Recebeu uma pergunta como resposta: "Mas ele é contra ou a favor do Greenpeace?".

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Ação abortada. Compreendendo a dimensão do perigo.


A experiência de hoje descortina um pouco mais sobre os riscos que enfrentamos quando escolhemos um lado na luta pela proteção da Amazônia e por um modelo de desenvolvimento mais justo para a região. A atividade de hoje, envolvendo cerca de 60 pessoas entre ativistas do Greenpeace, moradores de comunidades locais e jornalistas, foi cancelada momentos antes de seu início. As medidas de segurança são extremas - e com motivos.

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13 de maio de 2006

Violência por nada


Era noite de lua cheia. Nós éramos cinco, nos dois botes infláveis. Saímos do Arctic Sunrise bem no comecinho da noite, com o objetivo de projetar algumas imagens e mensagens que explicitassem para a população de Santarém (localizada no oeste do Pará) como a monocultura da soja, ao causar a destruição da floresta Amazônica, é prejudicial para a região. Sobre imagens de desmatamento e queimadas, os recados eram bastante claros: "Sem floresta, não há futuro", "Soja não traz progresso", "100% Crime" e "Cargill causa destruição". Já as frases, "Porto americano ilegal" e "Fora Cargill!!" foram sobrepostas à fotos do porto construído pela Cargill em 2003. Aqui, algumas explicações são necessárias.

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