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Conheça a tripulação
Bernard
Irlanda
50 anos
Segundo-oficial do navio, há apenas dois meses trabalha
no Greenpeace. Eu não estaria aqui se não acreditasse
completamente que o trabalho do Greenpeace é muito honrável.
Desde os 18 anos de idade, trabalhou no
mar, fosse na marinha mercante, em cargueiros, barcos de pesquisa
da
indústria petrolífera. O planeta em que vivemos
é parte de uma realidade
maior. Preenche um propósito maior, é parte da nossa
viagem espiritual.
Cheguei a um estágio da minha vida em que quero ser parte
daquilo em que
acredito.
Chris
Austrália
35 anos
Nove anos atrás, entrou para o Greenpeace inspirado pela
luta contra os testes nucleares no atol de Mururoa, no Pacífico.
Para o rádio-operador, que já trabalhou no Arctic
Sunrise, MV Greenpeace e Sirius, é importante que o
Greenpeace alerte e exponha a verdade dos males do mundo.
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Clícia
Brasil
21 anos
Há 5 anos acompanhando as expedições e
trabalhos do Greenpeace, começou como voluntária em
Manaus. Sua primeira experiência foi em 1999, durante os "open
boats" da expedição do Amazon Guardian, na Amazônia.
Sua primeira ação foi o bloqueio do Rio Jaraucu, em
Porto de Moz, em setembro de 2002. Desde que eu era criança,
eu conhecia o Greenpeace. Em 2003, quando fui chamada para ser marinheira,
eu nunca tinha visto o mar; e passei um mês no navio cruzando
o Atlântico, do México para a Holanda. Agora já
faz um ano que não volto para casa. Atualmente, é
rádio operadora trainee do Arctic Sunrise, mas já
passou também dois meses e meio trabalhando na warehouse
do Greenpeace em Hamburgo, na Alemanha.
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Daniel
Argentina
38 anos
Capitão do Arctic, trabalha no Greenpeace há 10
anos, depois de ser funcionário da marinha mercante argentina.
Em todo esse tempo, para ele as ações contra a guerra
do Iraque em 2003 foram as mais significativas. "Assim como
proteger tantas espécies, também temos que proteger
a espécie humana, em perigo pela guerra e a fome, entre tantas
outras coisas".
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Dave
Irlanda
38 anos
Trabalha no Greenpeace há mais de 10 anos, e já
esteve a bordo de diversos navios do Greenpeace: Solo, MV Greenpeace,
Sirius, Arctic Sunrise... Atualmente, é o engenheiro-chefe
do Arctic Sunrise. Antes, trabalhou na Marinha, em navios de carga,
transportadores de gás etc. Quando trabalhava em uma
empresa de balsas, achava entediante. Me lembro que via as atividades
do Greenpeace e elas me pareciam extremamente excitantes.
Para ele, uma das melhores experiências foi a passagem do
navio do Greenpeace pela Antártida e pelas ilhas do Oceano
Pacífico. É impressionante a quantidade de lugares
maravilhosos que eu nunca tinha visto antes.
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Elisa
Brasil
26 anos
Primeira vez a bordo, inicialmente de olhos arregalados com
a idéia de
trabalhar no Arctic, ela já não sabe como será
a vida de volta a terra firme.
Jornalista, trabalha na assessoria de imprensa do escritório
em São Paulo
desde junho de 2003. Acho importante fazer chegar ao máximo
de pessoas
possível a realidade da destruição ambiental.
Acredito que a atuação do
Greenpeace estimula o questionamento e oferece um ponto de vista
diferente
daquele que circula na maior parte do tempo. E tenho a esperança
de que
isso motive pessoas a agir.
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Flávio
Brasil
36 anos
Trabalha no Greenpeace há 10 anos. Antes, era gerente
de banco e trabalhava voluntariamente no grupo de Florianópolis
nas horas vagas. Para ele, além do trabalho ambiental realizado
pelo Greenpeace, as atividades acabam afetando também o lado
social. É importante fazer alguma coisa, tentar cuidar
dessa Terra. Mais importante ainda é poder estar ajudando,
principalmente as comunidades, que moram e dependem da terra, como
na Amazônia, em Papua Nova Guiné e na Patagônia,
por exemplo. Sua primeira experiência a bordo de um
navio do Greenpeace foi em 2000. De lá para cá, já
esteve diversas vezes a bordo do Amazon Guardian e do Arctic Sunrise.
Emma
Austrália
34 anos
Depois de trabalhar por 5 anos dentro do escritório do
Greenpeace em seu país, ganhou uma passagem pelo barco Rainbow
Warrior, que logo foi seguida por mais três trabalhos a bordo.
Para ela, a campanha mais importante é a de clima. "Precisamos
usar fontes renováveis de energia, antes que seja tarde demais".
Gabi
Brasil
22 anos
Foi professora de inglês, corretora na bolsa de São
Paulo e funcionária da Câmara Americana de Comércio,
até que decidiu procurar ONGs para trabalhar. "Para
mim, ficou inconcebível a idéia de as pessoas ganharem
dinheiro por ganharem dinheiro. Eu queria pagar as minhas contas,
mas também fazer alguma coisa útil. No Greenpeace,
você vê as pessoas falando das coisas com um brilho
nos olhos que é muito legal. Dá vontade de continuar".
Gabriela
Brasil
25 anos
Trabalha na Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace
desde janeiro deste ano. Antes, era coordenadora de um projeto ambiental
em uma escola do município de Búzios (RJ). O
mais marcante dessa experiência é ver e sentir que
as pessoas realmente acreditam que nós cuidamos do meio ambiente.
Esse é um dos papéis do Greenpeace: trazer os problemas
do meio ambiente para perto das pessoas e propor atividades para
que elas possam lutar contra a destruição.
Hans
Equador
41 anos
Essa é a segunda vez que o cinegrafista trabalha no Arctic,
entre cinco trabalhos que já fez com o Greenpeace. Na maior
parte da sua trajetória profissional trabalhou em longa-metragens
de ficção. Com o Green, o melhor é ajudar
o planeta. Em todos os momentos, viver a vida intensamente,
sem pisar em ninguém.
Joslei
Brasil
25 anos
Voluntário desde 2001 do grupo local de Porto Alegre,
se ligou ao
Greenpeace durante uma visita do Arctic Sunrise à capital
gaúcha. O dia-a-dia à bordo tem sido um constante e fascinante aprendizado.
Mas o melhor
de tudo é saber que pessoas de várias partes do planeta
estão, dentro de um
navio, levando uma mensagem de esperança e luta por um mundo
melhor.
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Kishi
Brasil
31 anos
Desde 1997 no Greenpeace, começou como voluntário
e em 2000 passou a trabalhar integralmente no escritório
de São Paulo. Fez 2o. grau técnico em telecomunicações
e propaganda e marketing na faculdade. Antes de entrar para a organização,
já trabalhou em agência de propaganda, banco e telemarketing.
"Lembro-me de que desde criança a proteção
ao meio ambiente já me chamava a atenção. Quando
tinha uns 10 anos já fazia desenhos e redações
sobre poluição, energia nuclear, destruição
de florestas etc. Trabalhar no Greenpeace, para mim, é não
apenas um sonho que se concretizou, uma realização
pessoal, mas a certeza de estar lutando por um mundo melhor para
meus dois filhos."
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Lata
Brasil
31 anos
Voluntário do Greenpeace em Brasília desde 1997,
entrou para a organização pela vontade de fazer alguma
coisa pela natureza. Se todos tivessem consciência,
o mundo seria muito melhor. Tenho esperança de um futuro
melhor para as pessoas, as crianças. Especialmente agora,
que sou pai, me sinto ainda mais na obrigação de fazer
alguma coisa para contribuir com esse futuro melhor.
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Maite
Espanha
37 anos
Sócia do Greenpeace desde 1987 e voluntária desde
1997. No Greenpeace da Espanha, trabalhou durante dois anos em um
projeto educativo para adultos. Antes, havia trabalhado para uma
empresa que construía parques eólicos, além
de ter sido voluntária da Anistia Internacional por 15 anos.
No Arctic, alem de ser marinheira, e ela que cuida do lixo, recolhendo
tudo e garantindo que os reciclaveis estao separados do organico.
Embora sejamos todos muito diferentes uns dos outros, temos
um ponto em comum. São pessoas de todas as partes, com o
mesmo objetivo de lutar por um planeta melhor. O dia mais
feliz da sua vida: quando me chamaram para ser marinheira
do Greenpeace.
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Mehdi
Tunísia
30 anos
Começou como voluntário do Greenpeace em 1992,
e trabalha nos navios da organização desde 1997, como
mecânico naval. Eu sempre participei bastante da proteção
das florestas e mares próximos de onde eu morava. Eu vi as
coisas se degradarem muito rápido, é isso que me move:
poder agir diretamente onde está o problema. Hoje, as pessoas
morrem por causa das guerras e dos danos ao meio ambiente. Mas eu
ainda acredito que um mundo em paz é possível.
Pablo
Argentina
26 anos
Trabalhou na selva de yungas no noroeste da Argentina, onde
vive, como voluntário. Nos barcos, e marinheiro. Gosto
da proposta do Greenpeace e quero crescer dentro da organização.
Nos barcos, o que eu gosto mais é a relação
entre as pessoas.
Penny
Canadá
35 anos
Há 2 anos a bordo dos navios do Greenpeace, trabalhava
antes com navios mercantes. Atualmente, é a 2ª engenheira
do Arctic Sunrise. Eu sempre fui ambientalista. Antes, acompanhava
um pouco do trabalho do Greenpeace, mas é ótimo poder
fazer parte disso. Melhor ainda é poder misturar o meu trabalho
com a proteção ao meio ambiente.
Reza
Grã-Bretanha
28 anos
Foi voluntário do Greenpeace durante quatro anos, e agora
é o médico a bordo do Arctic Sunrise. Para ele, o
navio simboliza esperança. Meu pensamento ambientalista
favorito é do cientista escocês John Muir, de 100 anos
atrás, que disse: se você tentar pegar qualquer
coisa, você descobrirá que aquilo está ligado
a todas as outras coisas do universo. Todas as espécies
do mundo estão conectadas, e todos precisamos uns dos outros
para sobreviver e prosperar no futuro.
Timo
Grã-Bretanha
32 anos
Há 3 anos à bordo dos três navios do Greenpeace
(Arctic Sunrise, Esperanza, Rainbow Warrior). Entrei para
o Greenpeace porque queria fazer a diferença. Era melhor
do que simplesmente ficar em casa reclamando. O mais marcante?
Ver as pessoas compreenderem e se entusiasmarem (com o trabalho
do Greenpeace), vindo até nós e conversando com a
gente.
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Xuxu
China
24 anos
Há 8 meses trabalhando na Campanha de Engenharia Genética
do Greenpeace na China. Antes, havia sido voluntário por
dois anos. É a primeira vez que trabalho em um barco
do Greenpeace. Vim aqui para pedir que o governo e as empresas brasileiras
se comprometam a não produzir soja transgênica. Também
vim pedir pela rotulagem, pois as pessoas têm direito à
informação. A soja é muito importante na China,
é nossa dieta tradicional. Importamos muita soja do Brasil,
e esperamos que seja não transgênica. No navio, muitas
pessoas vêm de diferentes países, e trabalham juntas
pelo mesmo objetivo. Isso é o que eu gosto mais.
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janeiro 2006
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