30/10/2004 - 00:00
Vitória: uma mostra do calor que virá pela frenteNa capital capixaba, tivemos o primeiro dia de sol realmente forte – o que deve ser cada vez mais a rotina daqui pra frente. Pé na areia da Praia de Camburi, o mar ao fundo, e o termômetro ao nosso lado chegou a marcar 42ºC. Água, muita água... E protetor solar. Só assim conseguimos chegar ao final do dia – que, aliás, terminou com uma típica tempestade de verão.
Por volta do meio dia, nossa equipe tentou instalar uma tenda, para amenizar o calor. Mas o vento era tão forte que quase levantamos vôo quando esticamos o tecido. Achamos melhor abortar a missão e encarar o sol a pino. O vento era tanto que os grãos de areia voavam e chegavam a arranhar a pele.
Uma coisa bacana no Espírito Santo foi que contamos com a presença de dois voluntários do grupo de BH, o Jason e o Pimenta, que seguiram viagem com a gente no domingo à noite, para ajudar na exposição em Vitória. Eles já tinham trabalhado como voluntários durante nossa passagem por Belo Horizonte e toparam ajudar em mais uma cidade. Se o grupo de BH já merecia o nosso ‘muito obrigado’ pelo sucesso absoluto da expedição na capital mineira, os dois merecem um agradecimento especial. Valeu Jason! Valeu Pimenta!
Voltando à exposição, é verdade que o sol escaldante e o vento deram uma espantada nos visitantes. Mas pena mesmo foi ter havido uma greve do transporte público justamente no único dia em que estávamos na capital capixaba. Na segunda à noite, enquanto divulgávamos a expedição em alguns pontos movimentados da cidade, as pessoas se mostravam bastante interessadas, mas diziam que sem ônibus seria muito complicado visitar o caminhão.
Mesmo assim, nossa passagem pelo Espírito Santo foi muito válida. Esperamos que a mídia tenha chegado às pessoas que não puderam visitar a exposição e que as notícias da nossa passagem pelo Estado tenham deixado as pessoas interessadas em buscar mais informações sobre as energias renováveis.
É isso aí, valeu Vitória! Até a próxima!
Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da Expedição
27/10/2004 - 17:26
Energia Positiva do Amor – BHParece que a prática da amorosidade surtiu efeito. A maioria da tripulação ficou espantada e surpresa com o clima encontrado na capital mineira. Fascínios de uma “trip” de 80 dias. Como se estivéssemos enclausurados, no bom sentido, entre exposições e hotéis, uma nuvem de simpatia e beleza tomou conta da turma.
A nossa querida Karen se encantou com o voluntário André. Era uma perucagem (vocês ainda vão entender o que isso quer dizer) impressionante.
Por outro lado, eu também encontrei uma figura maravilhosa, apesar de passageiro. Isso é muito louco gente. Como ficamos menos de 2 dias, salvo alguma exceções, nas cidades, o relacionamento estabelecido entre as pessoas é um tanto quanto paradoxal. O mesmo rolou com o Pedro, enfim, o André (outro monstro da expedição) e outros...quanto outros não devem ter existido e nem tomei conta disso.
Mas uma coisa é indiscutível. A energia positiva do Amor teve um papel importantíssimo nesses mais de 25 dias de expedição. A alma fica mais leve, mais paciente, mas amena, mais suscetível, mais calma...posso assim elocubrar.
Pois é, mas nem só de coisas boas é feito o tour. É visível, até para os voluntários, o desgaste dessa coisa toda. E peço desculpas em nome da galera, se não conseguimos dar a devida atenção que todos merecem. Em especial nosso obrigado ao recém- formado Grupo de Voluntários de Belo Horizonte. Ana Quintão, Liberato, enfim...a rapaziada foi bem dimais da conta, como dizem os mineiros.
Tocando o barco minha gente e subindo por terras brasileiras...o próximo destino é a calma e serena Bahia. Salvador nos espera com a benção dos Orixás. É isso aí meu rei. Ahhh, ia esquecendo, mais novidades somente depois dos 3, perrengues, dias de viagem rumo ao norte do país.
Abração e beijos
Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição
26/10/2004 - 02:15
Meus Querid@s BioamantesQuero agradecer de coração ao Greenpeace, à sua equipe e a seus milhões de sócios, a oportunidade de mostrar ao mundo as infinitas qualidades das bioenergias atmosfera limpantes.
Aqui em Belo Horizonte (MG), a expedição foi um sucesso absoluto. Os interessados mineiros formaram enormes e ininterruptas filas para se informar sobre as propriedades das energias renováveis expostas no contêiner e explicadas carinhosamente e entusiasmadamente pelos dedicados monitores.
Teve uma mineira que, com lágrimas nos olhos, agradeceu as palestras, e um mineiro que assistiu três vezes às explicações. Conforme depoimento da aluna Tânia Prado, o professor Marco Antônio da Coltec (UFMG) recomendou a seus alunos visitarem a exposição, e esta trouxe seus pais e amigos.
Conheci aqui pessoalmente o professor Rogério Miranda, responsável pelo desenvolvimento do maravilhoso Ecofogão, que consome menos lenha e faz uma combustão ainda mais atmosfera limpante. Ele também é o fundador e mediador das fantásticas listas virtuais de discussão do IPEF sobre Bioenergias e Florestas.
Espero que o resultado desta expedição seja conscientizar o maior número de pessoas, para que estas convençam as autoridades a mudar seus conceitos retrógrados e fossilizados.
Na página www.fendel.com.br tem o livro: ‘Brasil, até quando?’ para acesso, leitura e divulgação gratuita, onde se encontra muita informação sobre as políticas públicas que já deveriam estar implementadas.
Fortes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
23/10/2004 - 20:18
Carta a Jesus e ao GovernadorDentre os meus afazeres no Tour Expedição Positiva para o Brasil, o principal gira em torno da captação de recursos, por intermédio de sócios. Converso com muitas pessoas durante todo o dia. Distintos seres “brasilíndios”, como diria Darcy Ribeiro. Nestas conversas consagro a maravilha da formação do brasileiro, com composição oriunda de diversas e distintas matrizes socioculturais e geográficas. Nesse contexto, muitas pessoas me chamam atenção. Um caso peculiar ocorreu quando estávamos em Niterói (RJ).
Seu nome, Marli. Funcionária Pública do Estado. Imagino beirar os 55 anos. Vestimenta simples e elegante, com destaque para o boné na cabeça. Seu óculos revela o cansaço “das vista”. Descrevo-a como uma carioca do subúrbio, inteligente e perspicaz. Porém, o chamariz da questão foi sua muita conversa, também conhecida (ao meu ver) como carência. Na verdade, a questão foi essa. Marli, logo que me viu, iniciou sua verborragia. No começo, encarei como desabafo, depois percebi algo bem mais profundo: a falta de atenção e ouvidos que Marli recebia em seu convívio social, com certeza fato compartilhado por muitos brasileiros.
Era impressionante como Marli não parava de falar, percebia que alguém lhe dava ouvidos. Realmente lhe dava ouvidos, porém eu não conseguia falar nada. Seu monólogo percorreu sua vida. Mostrou-me sua carteira de identidade, com foto aos 20 e poucos anos de idade. Falou de sua decepção amorosa. Contou a relação com os filhos. Sua postura como avó. Tinha consigo imagens de santos, linhagem de sua crença religiosa. Constatou os erros para algumas questões da prova (concurso público) que acabara de prestar, mostrando-me sua cartilha de testes com as respostas. Foi uma navegação por um outro universo. Creio em 20 minutos para toda essa explanação.
A liberdade para comigo foi impressionante. Senti ser um primo muito próximo, que há apenas bons tempos não lhe via. Em certos momentos, Marli abria sua bolsa diversas vezes para mostrar o que continha. Documentos vários, frases de pensadores que gostava de ler, escrituras de rezas e muitos papéis dobrados e cortados. No entanto, o que ela mais gostava de mostrar eram suas cartas já envelopadas, só faltando a cola para fechá-las e o selo para postá-las. Segundo Marli, duas cartas eram importantíssimas, podendo comover seus destinatários, para que, posteriormente, ajudem a mudar o seu mundo e o de milhares de companheiros que convivem com ela. Uma carta era para Jesus Cristo, a outra, para o Governador.
Vou terminar aqui essa lição, pois ainda me comove, por isso agradeço, a fé do povo brasileiro. Uma lição de esperança aos mais insalubres.
Pedro Alexandre
Jornalista da Expedição
20/10/2004 - 22:56
Desculpas pelo cancelamentoComo vocês já sabem, infelizmente tivemos que cancelar nossas visitas às cidades de Juiz de Fora, Viçosa e Ouro Preto. Nesse momento, estamos realizando uma manutenção elétrica no contêiner, que ainda está no Rio de Janeiro.
Durante a exibição em Campinas, no dia 12, um dos inversores que temos no contêiner queimou. O inversor serve para que a corrente elétrica contínua (que vem das placas fotovoltaicas instaladas no teto do contêiner) seja transformada em corrente elétrica alternada (que vai ser distribuída para todos os equipamentos que temos na exposição).
Como o sistema elétrico do contêiner funciona com dois inversores, pudemos continuar as exposições utilizando apenas um inversor, até que o outro fosse consertado. No Rio de Janeiro, porém, o segundo inversor também queimou.
Nossos técnicos estão trabalhando no problema e esperamos que tudo esteja pronto para zarpar do Rio o mais rápido possível. É importante que se diga que nada disso tem a ver com as placas fotovoltaicas ou com o fato de estarmos utilizando energia solar. O problema parece estar no desgaste dos fios devido à trepidação constante durante o transporte. É um problema que poderia acontecer em qualquer residência, por exemplo, independentemente da fonte geradora de energia.
Enquanto finalizamos os consertos no Rio, o restante da equipe já está em BH, agitando todo mundo e preparando a chegada da expedição na capital mineira.
Mais uma vez, pedimos desculpas a todos os sócios e parceiros de Juiz de Fora, Viçosa e Ouro Preto pelos inconvenientes e esperamos poder encontrá-los em breve, em uma outra oportunidade.
Um abraço, nos vemos em BH!
Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da expedição
19/10/2004 - 19:40
Parece que saímos de São Paulo há um mês...A viagem de São José dos Campos para Volta Redonda foi bastante complicada, com um acidente na Dutra, que nos deixou parados por duas horas e meia, em meio a centenas de caminhões. Eu, que dormia no ônibus, acordei quando já estávamos parados e resolvi descer para ver o que estava acontecendo. Tomei um susto quando vi aquelas filas enormes de caminhões... Aquilo tudo parecia até cenário de filme hollywoodiano, daqueles em que o mundo vai acabar e todo mundo resolve pegar a estrada pra fugir. As filas eram intermináveis! Segundo a Nova Dutra – administradora da estrada – havia mais de 8 quilômetros de congestionamento. E a viagem, que era pra durar 3 horas, acabou nos tomando a madrugada toda.
Quase chegando em Volta Redonda, um problema com a embreagem do caminhão acabou nos obrigando a parar novamente. Mas, graças ao apoio da prefeitura de Volta Redonda e dos voluntários que trabalharam para preparar nossa chegada, conseguimos resolver os problemas e abrir o caminhão para visitação normalmente. Queremos agradecer especialmente o apoio da sócia e voluntária Raquel, que agitou a cidade quando soube que o Greenpeace estava indo para lá. Muito obrigada, Raquel, por ter ajudado a nossa visita a Volta Redonda ser um sucesso.
Uma coisa engraçada que está acontecendo é que todos da equipe, sem exceção, estão começando a entender um pouco sobre caminhões! Embreagem patinando, pára-barro, chapa, cavalo e carreta são palavras que antes não eram frequentes no nosso vocabulário e que agora viraram corriqueiras. De vez em quando eu me pego falando “Olha que lindo esse caminhão!”, quando passa alguma carreta bonita na rua. Coisas que eu nunca imaginei que fosse dizer...
Na noite de sexta-feira, partimos rumo à cidade maravilhosa. Foram dois dias de exposição no Jóquei Clube do Rio de Janeiro, abençoados pelo Cristo Redentor, que zelava pelo nosso caminhão de lá de cima. Tivemos a visita de diversos sócios e visitantes do evento Oi Novos Urbanos, além de algumas visitas ilustres, como Regina Casé, B. Negão e Marisa Monte.
No domingo à noite, depois do fim da visitação, arrumamos tudo e o caminhão partiu para Niterói. Como não precisávamos viajar na noite de domingo para segunda-feira, a equipe pôde, finalmente, relaxar um pouquinho e aproveitar pra colocar o pé na areia e no mar de Copabacana. É verdade que só deu mesmo pra molhar os pés, porque já era tarde da noite. Mas valeu a pena!
Na segunda-feira, a exposição foi aberta na Estação das Barcas, em Niterói. A visitação foi um pouco tímida pela manhã – talvez por causa do feriado local (Dia do Comércio) – mas a partir da hora do almoço muitas pessoas visitaram o caminhão; inclusive uma escola de Rio das Ostras, que levou cerca de 100 adolescentes para conhecer as fontes renováveis de energia.
É isso aí, nossa passagem pelo Estado do Rio de Janeiro foi breve (infelizmente), mas muito proveitosa. Agora seguimos rumo a Minas Gerais. Até lá!
Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da Expedição
14/10/2004 - 21:59
Tudo para conhecer e estar no caminhãoUma semana de expedição e algumas coisas me chamaram a atenção. A força de vontade de muitos voluntários, sócios e interessados em conhecer o caminhão...em fazer um bem ao meio ambiente.
Em Curitiba tivemos a visita de uma senhora aposentada de 75 anos, Neiva, que ficou um bom tempo conversando com o Pedro do Diálogo Direto. A feição de carinho no rosto da senhora era de emocionar. Ela contava histórias da guerrilha, que ajudava a abrigar refugiados...e depois concluiu: “Eu sou uma italiana doida mesmo”. A dona Neiva tratou todos, sem exceção, com muita atenção e cativou o pessoal do staff. E o mais gostoso, ela voltou no final da tarde com uma caixa de chocolates caseiros. Que delícia, dona Neiva! Hummm...o recheio era maravilhoso (morango com leite condensado).
Em Campinas tivemos a visita de um casal que veio de Piracicaba, a 1h30 da cidade campineira. Estes dois, sem dúvida, merecem o nosso respeito. Valeu Piracicaba!! É muito legal saber que pessoas como essas vieram só para ver de perto o contêiner. Sem contar a visita do Maurício dos Santos, técnico em eletrônica, morador de Taubaté. Isso mesmo. Esse jovem de 27 anos havia programado sua ida ao caminhão para o dia 14, em São José, porém, como teria que trabalhar, conseguiu uma folga no meio da semana para se juntar aos voluntários em Campinas e voltar no dia seguinte para Taubaté. E mais: estava sem carro. Não pensou duas vezes, alugou um automóvel e um quarto no hotel que nós estávamos só para participar da expedição Energia Positiva para o Brasil. Grande Maurício, valeu pela força e dedicação, meu garoto!
Em Floripa tivemos a visita do voluntário e sócio Gustavo Tecchio. Pois é gente. Hoje ele faz parte da equipe de staff. Esse jovem, que veio de Joinville apaixonado pela preservação do meio ambiente, resolveu abrir mão de seus deveres e responsabilidades para se dedicar, como voluntário, ao tour de energia. Ele mesmo diz: “Acredito na causa, em transformar um mundo num lugar melhor para viver. Por isso estou aqui.”
De Porto Alegre vieram dois voluntários. David, o Madalena, e a Karen Araujo. O primeiro, já citado é o famoso faz-tudo. Desde a explicação técnica dos equipamentos em exposição até comprar água para o staff. Já Karen organiza toda a galera que se voluntariou.
Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição
10/10/2004 - 17:47
Floripa à vistaFoi uma verdadeira loucura nossa chegada à Ilha da Magia, hoje Ilha de Santa Catarina. O cansaço bateu forte em toda a equipe. Normal, a galera ta envolvidíssima e está dando o sangue para que tudo dê certo. O Madalena é um verdadeiro monstro, um guerreiro. Esse gaúcho voluntário vestiu a camisa e quem vier conhecer a exposição vai ver ao vivo, in loco que eu não to mentindo.
O tempo infelizmente não ajudou no primeiro e único dia em Floripa. O trapiche Beira-Mar foi o palco escolhido. A vista e o ambiente já eram outros. Eu explico. Quando fomos almoçar, enxergamos o horizonte. Olha que maravilha gente! Em São Paulo o máximo que eu, pelo menos vejo, é um prédio no Alto de Pinheiros. Maravilhosos. Serviu para recarregar as energias.
No domingo, a chuva resolveu dar o ar “sem graça” e impediu a abertura do caminhão. Paciência!! Ahhh, tava esquecendo, arrebanhamos um voluntário, o Gustavo, para nos acompanhar durante um trecho. Seja bem-vindo meu garoto. Com o caminhão fechado, só poderíamos retornar à região sudeste do Brasil. Hoje, domingo, dia 10 de outubro, às 22h56 estamos em São José dos Pinhais. Amanhã retomamos viagem sentido Campinas. Nossa penúltima aparição pelo estado de São Paulo.
Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição
08/10/2004 - 19:11
Contornando o sul do paísCuritiba/Florianópolis (08/10/04) - Salve, salve. Estamos de volta, na verdade rumo à região sul do Brasil. Alguns contratempos aconteceram quando viajávamos com destino ao Paraná. Na rodovia Régis Bittencourt um caminhão explodiu carregando gasolina, combustível altamente inflamável. Depois de aproximadamente 5 horas, “aportamos” na cidade de Curitiba. Noite aprazível e de pouco descanso. Na manhã seguinte muita gente foi visitar o contêiner e o clima estava sensacional. Calor, muito calor...e frio no fim de tarde. Vale também nosso agradecimento à imprensa paranaense que compareceu em massa na exposição e mostrou às pessoas um pouco do nosso trabalho. Valeu também à banda Black Maria, sucesso de rock n’roll local, que esteve na praça central em Curitiba para apoiar nosso evento.
E mais uma vez nosso obrigado aos bikers (homens, mulheres, crianças), presentes na saída da cidade, mesmo debaixo do típico frio curitibano.
Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição
07/10/2004 - 21:46
E o projeto virou realidade...RÉGIS BITTENCOURT (SP) / 9H46 - Pois é rapaziada, o que era projeto virou realidade. Foi dada a largada para a expedição Energia Positiva para o Brasil. A praça da Sé, no centro de São Paulo, foi o palco do nosso encontro com os curiosos e também simpatizantes que foram visitar o contêiner da exposição. Foram dois dias muitos legais. Com certeza mais de 1500 pessoas passaram por lá. Vale destacar aqui a presteza e “profissionalismo” dos voluntários que nos ajudaram na monitoria e desmontagem do caminhão. Valeu galera!
Duas escolas também passaram por lá e se encantaram com as explicações sobre energias renováveis. Algumas até prometeram falar para seus pais que comprassem placas fotovoltaicas para suas casas.
Além da meninada, contamos com a presença do biker (BMX) e repórter da ESPN Brasil, Juca Favela, que curtiu bastante o evento e prometeu dar uma força pro Greenpeace. Na sequência dois DJs mandaram muito bem nas PicUps, fazendo a festa daqueles que circulavam pela Sé, com muito Ragga e Hip Hop. Foi quando, por volta das 22h15, vários bikers apareceram na Igreja da Sé para prestigiar o evento. Infelizmente São Pedro resolveu lavar o assoalho e a garoa não permitiu a presença de mais ciclistas. Mas para os corajosos que encararam o frio e chuva, aqui vai nosso agradecimento. Bike na veia!!
Pra coroar nossa primeira cidade, Sampa, a moçada que faz parte da equipe de staff decidiu se despedir da megalópole no ambiente mais paulista possível, assim como o local (Praça da Sé).
Galera, foi sensacional. Onde fomos? Imaginem a cena, ou melhor, “ouçam a cena” : Alguma coisa acontece no meu coração. Só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João”. Isso mesmo. Na terra da garoa, e de fato garoava, nós fomos no Bar Brahma, situado no cruzamento mais famoso da cidade, e pegamos o finalzinho do show dos Demônios da Garoa. Olha que nada foi programado! Um início em alto astral que coroou a saída de São Paulo.
Próxima parada. A capital paranaense, Curitiba.
Vamu que vamu. Tá só começando!! Nos próximos posts vocês irão conhecer a rapaziada que faz parte dessa jornada.
Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição
06/10/2004 - 20:25
O Sol inaugurou a expediçãoO Sol, que também é uma fonte de energia renovável e positiva, apareceu para celebrar o início da Expedição Energia Positiva para o Brasil, que começou ontem na Praça da Sé, em São Paulo.
A madrugada em claro, de trabalhos intensos para preparar tudo e permitir que a exposição estivesse pronta a tempo, foi recompensada pela imagem do contêiner em frente à Catedral da Sé, na manhã da terça-feira de Sol. Cerca de 500 pessoas visitaram o caminhão no primeiro dia da expedição, e a programação foi bastante diversificada.
Começamos a terça com uma coletiva de imprensa, seguida pela participação do rapper Xis, que foi à praça especialmente para conhecer o caminhão e apoiar a expedição. Ao mesmo tempo, uma imensa lona de 12m de largura por 2m de altura foi instalada na lateral do contêiner para que o artista Onesto contribuísse para a expedição com seu grafite. No final da tarde, 20 crianças da Batucada Catarina – uma ONG paulistana que ensina crianças carentes a tocar instrumentos de percussão – visitaram o caminhão, contagiando os visitantes com sua música.
Hoje pela manhã, recebemos a visita de duas escolas (uma da Zona Leste de São Paulo e outra de Jundiaí) e outras 500 pessoas visitaram a exposição. Agora à noite a programação continua, com um happy hour animado por DJs convidados e a presença de inúmeros ciclistas que irão acompanhar a saída do caminhão da cidade de São Paulo rumo a Curitiba.
Em especial, temos que agradecer aos sócios da terra da garoa, que trabalharam no caminhão, divulgaram e distribuíram cartazes. Graças a vocês, o lançamento da expedição foi um sucesso!
A equipe que vai acompanhar toda a expedição segue viagem amanhã (um pouco cansada, é verdade), mas muito contente com o resultado inicial dos trabalhos. Com certeza, essa será uma oportunidade e tanto pra mostrar ao Brasil que as energias renováveis são a melhor opção!
Um abraço,
Gabi Vuolo
Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da Expedição