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20/12/2004 - 15:46
Chegamos...o fim do Tour de Energia
Depois de dois meses e meio, 74 dias, 14 mil quilômetros de estrada e 1776 horas, chegamos ao final da maior expedição do Greenpeace no Brasil. A expedição Energia Positiva para o Brasil teve início em São Paulo, dia 5 de outubro de 2004, no coração da capital paulista, a Praça da Sé. E terminou do outro lado do País, em Belém do Pará.

Passamos por 20 Estados e paramos em 27 cidades brasileiras, onde a população local formou filas para ver fontes renováveis de energia. Gente de todo o tipo, todas as idades, todas as raças, todas as crenças, diferentes níveis de conhecimento, mas uma coisa em comum: a vontade de saber o que aquele caminhão de 12 metros, todo verde, estava fazendo naquela cidade.

Uma viagem como essa traduz exatamente as variedades climáticas de que o Brasil é composto. A cidade de São Paulo, como descrita no primeiro blog, abençoou nossa saída com um típica garoa paulistana. A região Sul nos recebeu com as temperaturas mais baixas da expedição – 8 graus, em Curitiba. Já em Minas e Rio de Janeiro, os primeiros sinais do calor brasileiro. A partir de Vitória, a temperatura nunca esteve abaixo dos 25 graus. Tivemos a oportunidade de ver de perto os ventos da costa nordestina e o Sol quente do interior; o calor abafado de Campos Grande e Cuiabá, o tempo seco de Brasília e o calor úmido de Belém, típico da região amazônica.

As paisagens também foram mudando: saímos das selvas de pedras das capitais do Sul e Sudeste para as belíssimas cidades litorâneas do Nordeste. Nas viagens, pudemos ver quilômetros e quilômetros de estradas margeadas por coqueiros, cajueiros, mangueiras e todo tipo de flora possível. As diversidades geográficas foram impressionantes. Num trecho de cinco quilômetros foi possível avistar semi-árido, cerrado e mata atlântica.

Sem dúvida nenhuma essa viagem mostrou a cada um que participou, direta ou indiretamente, que o povo brasileiro se interessa por muito mais do que a “simples” preservação do meio ambiente.

A semente foi plantada. Nós, da equipe da expedição Energia Positiva para o Brasil, esperamos que a partir de agora as autoridades governamentais e principalmente a população brasileira passe a acreditar num futuro mais limpo para o nosso País.

Agradecimentos

Nosso agradecimento a todo mundo que se preocupou com o grupo. No escritório em São Paulo, em especial àqueles que sempre estiveram em contato com a gente. Seja por telefone, email...valeu mais uma vez. Aos envolvidos diretamente. Esperamos não esquecer de ninguém: Camilinha, Wilson, Ivone, Hudson, Fabiano, Ana, Edvânea, Gabriel, Pietra, Clélia, Gisleyne, Ricardo, Regina, Emílio, Marcelo Furtado, Cris Bodas, Carol, Elisa, Gladis, Diogo, Clícia, Kishi, Amanda, Ventura, Gabi Couto, Marcelo (Web), Glauber (Web) e a Nádia.

E aos tripulantes que fizeram parte desta expedição: Gabi Vuolo, David Madalena, Cris Bodas, Cadu Cortez, Gustavo Tecchio, Rafael Fracassi, Pedro Gonçalves, Karen Araújo, Luciana Nunes, André Luis Macedo, Magno dos Santos, Idevaldo Ribeiro, Carlos Ikemoto, Marcel Carneiro, Bonifácio Smith e Flávio Cannalonga.

Esses 74 dias vão deixar saudades.

Obrigado(a),
Equipe EXPEDIÇÃO ENERGIA POSITIVA PARA O BRASIL

Conheça a tripulação que fez parte da expedição
Veja a galeria de fotos da viagem

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16/12/2004 - 17:19
Meu carinho e gratidão a todos os voluntários

Bem, eu nunca escrevi nos blogs, não sou muito boa nisso... Mas agora, perto da reta final, algumas palavras são necessárias. Revelei e trago comigo algumas das fotos da expedição e com elas as fotos dos voluntários que trabalharam conosco.

Não posso encerrar minha participação nessa expedição sem deixar aqui minhas palavras expressando todo o meu carinho e gratidão a todos os voluntários que tornaram essa viagem possível. Pessoas que acreditam na causa do Greenpeace, que lutam e defendem essa idéia, que não deixam essa chama apagar e que com dedicação, força e empenho, nos ajudaram a superar dificuldades e tristezas e nos deram força pra continuar a jornada. Acreditem: nossas forças e entusiasmo eram renovados a cada brilho dos olhares e sorrisos de cada voluntário, sócio e visitante.

O trabalho voluntário é essencial dentro do Greenpeace. É multiplicador das idéias, da conscientização ambiental. Foi com a atuação de 12 voluntários que a ONG surgiu em 1971 e se perpetua desde então. Voluntariado é solidariedade, é desapego, é a forma de expressar nossa vontade de um mundo melhor e acredito que conseguimos cumprir com nossa parte nesse processo. Peço desculpas se nem sempre conseguimos corresponder às expectativas e desejos de qualquer ordem. Somos “pessoas de carne e osso”, não heróis, temos qualidades e defeitos também, mas, afinal de contas, é desta humanidade que é feito o Greenpeace – e é isso que o torna especial.

O meu MUITO OBRIGADA a todos: à Tânia, à Luciana, ao grupo de Porto Alegre, por acreditarem em mim e no Madalena; ao pessoal que trabalhou muito no escritório em São Paulo, à tripulação, ao Idevaldo, Magno, Fendel, a todos os sócios, voluntários, gente que “pega no pesado”, a todos os simpatizantes e amigos de jornada. Obrigada por acreditarem na expedição, mostrarem que valeu a pena e que não foi em vão. Todos ficarão guardados na memória e no coração da equipe, com todo o carinho e a importância de que são merecedores, e com a grande vontade de que um dia nos encontraremos por mais uma causa nobre pelo planeta.

Mais uma vez muito obrigada e deixo aqui beijos, abraços, energia positiva e votos de perseverança a todos. Lembrem-se: “as ações falam mais alto do que as palavras”.

Um milhão de abraços e beijos,

Karen Araújo, monitora da expedição

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10/12/2004 - 15:37
O percurso está terminando

Já entramos na reta final da Expedição Energia Positiva para o Brasil. Somente três cidades nos esperam: Palmas, Imperatriz e Belém do Pará. É curioso e “aprazível” (usando a verborragia de meu amigo e hoje irmão Cadu) quando penso em tudo que vivenciamos. Uma viagem que deixa cicatrizes nos corpos e mentes de cada um. Porém, o tempo não pára. Vamos para frente que atrás vem gente...

Escrevo neste momento de Cuiabá. Cidade quente. Muito Sol na cuca. Deixamos Campo Grande (MS) na segunda-feira, visualizando nas estradas a terrível devastação do cerrado. Tudo para plantações de soja e milho. Ou pasto. Mas nada que justifique tamanha insensatez com a Mãe-Terra. A grande produção agroindustrial toma conta do interior brasileiro. Fico muito triste ao ver o horizonte, com sua paisagem devastada, plana, irracional, sem vida, sendo poucos produtores agroindustriais os responsáveis por imensa covardia e egoísmo. Para piorar, com riscos certos de produções transgênicas. Vamos melhorar o nosso consumo. O indivíduo pode mudar todo seu entorno. Só assim poderemos reverter a “imposição sistemática do sistema”.

Relatando breve esboço de um pré-retrospecto da expedição, viajamos e levamos fisicamente o Greenpeace a lugares que nunca havia estado. Pessoas felizes que ficaram emocionadas por estarem perto, conhecendo um projeto e pessoas do Greenpeace. Até tivemos que dar autógrafos, mais de uma vez. Incrível. Diversas histórias e experiências que com certeza daria um ótimo livro.

Dando outro rumo ao texto, faz tempo que estou com agradecimentos na cabeça. Queria mandar saudações a todos do escritório do Greenpeace, em São Paulo. Nossa inimaginável, incomparável, estrondosa e fantástica Camilinha, grande figura dos bastidores mas que foi (e é) essencial para a Expedição. Viva Camilinha!!! Ivone, sempre lembro de ti, sentada na minha frente com um humor incrível (enormes beijos). Gabriel (nosso grande Fofis), valiosa figura, valeu. Fabiano, grande camarada, sempre prestativo. Nadia, nos ouvindo com nossas chatices, obrigado. Edivânia, astral e sorriso iluminado. Fabuloso Hudson, correria aí meu companheiro, fica na paz. Ricardo, como eu, novo na casa e já sendo presença. Tia Beth, que saudades de sua sabedoria, um beijo enorme. Sei que tenho mais pessoas para agradecer, sem sombra de dúvidas, porém levaria muito tempo para fazê-lo, pois os agradecimentos são muitos... A todos, meu muito obrigado.

Vamos nos comunicando...
Beijos e abraços saudosos a todos
Principalmente a Gabi, hehehehe

Pedro Alexandre, atendimento a sócios

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03/12/2004 - 22:16
Contornando o Centro-Oeste

Salve, salve amigos internautas...Porque salve, salve? Simples. A palavra já traduz o seus significado. Expressão de saudação, alegria, bons presságios. E mais uma vez contornando, desta vez o centro-oeste brasileiro com destino ao norte do país. É meio triste ver que o tempo passou tão rápido. Mas nossa missão está sendo cumprida, dá pra ver isso no rosto das pessoas que vão visitar o caminhão. Em Taguatinga tivemos a visita das promotores e consultoras da Natura. Valeu e o nosso obrigado pelo interesse!!! Agora, tão aprazível quanto Taguatinga, é a capital goiana. Eta cidadezinha gostosa, viu? O sotaque meio interiorano, a culinária oferecida a noite pelo voluntária Sibele (Arroz com Suãn)...
Ainda em Goiânia ouvi o relato do Sr. Odeson, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137 (Acidente radioativo ocorrido em 1987). Realmente é de chocar, foi como eu fiquei, após ouvir as histórias contadas por este homem. O descaso do governo em ignorar os fatos decepciona qualquer um. Porém com a luta e ajuda de muita gente essas pessoas com certeza conseguirão justiça. Tenho certeza disso!! FORÇA!

Mas como disse bons presságios estavam por vir. Uma gloriosa chuva de verão deu o ar da graça na Praça Universitária fazendo com que, liderados pelo Pedrão e a Karen, a galera iniciasse a desmontagem dos equipamentos em exposição debaixo de muita água. Parece que lavou a alma de muita gente. Deixamos Goiânia e fizemos um pit-stop em Cassilândia (MS) para descansar. Pé na estrada rumo a Campo Grande.

Apenas o que me chateia é o estado das nossas estradas federais (BR’s). Atenção autoridades, atentem mais para esse fato. Se tivéssemos que tapar todos os buracos que existem, em 2089 teríamos chegado a metade. O caminho para Campo Grande foi árduo, esburacado e perigoso. Nosso caminhão, infelizmente, teve um pequeno problema mecânico, o que fez com que a exposição em Campo Grande, que seria de dois dias, passasse a ser de apenas um (domingo).

Alguns registros. A integração de mais três membros à tripulação. O Rafa (monitor) que já se integrou a equipe; o Marcel, cinegrafista que substiui o Ikemoto - a galera manda aquele abraço meu garoto, sabemos que você está torcendo por nós; e o Boni, do escritório de Manaus que chegou para somar experiência à equipe.

O nosso obrigado especial a uma das pessoas mais importantes desta viagem. Um homem que conduziu e foi responsável pelas nossas vidas durante 60 dias. Idevaldo Souza, mais que o motorista do nosso ônibus (apelidado de businho). Falo pela equipe. Obrigado e vá com Deus, a gente se encontra!

É isso, galera! Menos de 20 dias para o fim da expedição... Eu quero é mais!!!

Beijos e abraços,

Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição

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27/11/2004 - 22:11
Carpe Diem!

Mais um dia de expedição. E finalmente estamos em Brasília.
Ainda me lembro da fase de preparação, quando a Capital Federal parecia distante na linha do tempo. A gente achava que ia demorar muito pra chegar até aqui... Mas foi muito mais rápido do que a gente imaginava. Quando nos demos conta, já estávamos apreciando um maravilhoso por do sol, típico do Planalto Central.

O trecho Juazeiro-Brasília foi complicado: muita terra, muitos buracos e muitas horas de viagem – o Magno e o Madalena (que estavam no caminhão) saíram da Bahia na quarta de madrugada e chegaram no Distrito Federal só na sexta pela manhã. O caminhão chegou imundo e alguns itens da exposição se soltaram por causa da trepidação causada pelos buracos.

Por causa disso, a última sexta-feira acabou sendo um dia de muito trabalho pesado: lavagem de caminhão por fora e por dentro, troca de itens quebrados, limpeza de equipamentos, etc. Claro que a lavagem do caminhão acabou se transformando numa grande “desculpa” pra um banho coletivo de esguicho (e muita risada, obviamente), já que o calor por aqui estava forte. Mas, no fim das contas, a missão de deixar o caminhão em ordem pra abertura da exposição no Parque da Cidade foi cumprida.

Aqui em Brasília contamos com o apoio de alguns sócios e também do grupo local de voluntários, que deram uma força antes da nossa chegada – com alguns preparativos – e também estão ajudando agora que a exposição já se iniciou na terra de JK. Durante o final de semana, o caminhão está exposto no Parque da Cidade e segunda-feira é dia de exposição na frente da Catedral, cartão postal de Brasília.

Coisas práticas a parte, preciso confessar que um certo espírito saudosista já está começando a tomar os corações e mentes da tripulação. Como a maior parte da viagem já passou, estamos começando a contar o tempo de forma regressiva. É como se fosse uma ampulheta, que agora já tem mais areia na parte de baixo do que na de cima. E nós, tripulantes, passamos por tanta coisa juntos que a saudade já está batendo. Nós trabalhamos duro, demos muita risada juntos, brigamos um pouco também, amamos, ficamos doentes, choramos quando foi preciso... Aprendemos muito uns com os outros. E agora faltam só 20 dias. A gente já começa a se perguntar como vai ser quando essa expedição acabar. Será que vamos nos reencontrar? Qual o rumo que cada um vai tomar? Como vai ser nossa volta à rotina?

Por enquanto, é díficil dizer. E, pra falar a verdade, não sobra muito tempo pra pensar nisso... Trabalho é o que não falta por aqui, temos mais 7 cidades pela frente, muitos quilômetros e muitas experiências bacanas pra vivenciar ainda!

É por isso que o lema por aqui é carpe diem!

Um abraço,

Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da expedição

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25/11/2004 - 14:38
A paz do pôr-do-sol
Pessoas comuns correm ao prenúncio
Prenúncio que simboliza a luz
A nuvem com sua leveza e imensa formação
Toma ares densos, vivos, praticamente palpáveis
Cores distintas formam uma paisagem descrente dos homens da selva de pedras

"Que lindo!"
Aparatos fotográficos registram mais e mais aquele imponente ser
Astral, mágico, luminoso e tão lindo...

Apenas um pôr-do-sol, em sua magnitude
Ecoa paz aos tripulantes terrestres
Um pôr-do-sol, um crepúsculo
Uma beleza da natureza

Cadu Cortez, assessor de imprensa da expedição

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24/11/2004 - 14:10
A liberdade aconchegante de minha Terra

Um ventre livre sopra em meu peito. A liberdade aconchegante de minha Terra Brasil, acolchoada de resplendidos verdes florais. O vento lacrimejando sua felicidade ao ver seu povo no árduo trabalho no solo vermelho-seco. Bate em meu coração um simples arrepio coadjuvante de ser brasileiro, em meio ao torrente peso do dia-a-dia do cerrado. A caatinga colocando sua imponência lúdica para quem decide enfrentá-la, correndo em torno de seu eixo formoso. O leito do rio com seus peixes somente nos pensamentos de quem, algum dia, viu as escamas em superfície aquosa do sangue da Terra. O urubu devorando as tripas da cobra coral, possuída de venenos naturais capazes de matar aquele humano.

Os olhos verdes do branco homem observam o entorno nunca antes sentido, seco. O suor sagrado do ventre livre esconde o medo do suor sagrado por ter um ventre livre. O meu peito bate forte, estancando maduros frutos, numa vivência obscura para quem deseja adormecer nas profundezas da luz. Uma mera pessoa que ao amar o Sol aproveita cada momento como se fosse o derradeiro (pelo menos tenta). Cravo e canela, cadê você...

Pedro Alexandre, do atendimento aos sócios

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20/11/2004 - 08:12
Duas campanhas atravessando o Brasil de Norte a Sul

Duas mensagens a serem transmitidas para milhares de pessoas. Diferentes grupos... Pequenos, grandes grupos ou indivíduos lutando por uma grandiosa causa: a conservação do Planeta Terra e de todas as formas de vida que nele habitam.

A todos da Expedição Energia Positiva para o Brasil (seja de perto ou de longe), o meu muito obrigada.

Trabalhar com a Campanha de Transgênicos e a Campanha de Energia simultaneamente foi, sem dúvida, muito valioso e produtivo para as cidades visitadas e para as pessoas com quem conversamos. E também para cada um de nós, que, mais uma vez, tivemos a oportunidade de vivenciar que “juntos podemos fazer muito”.

Valeu, e continuem mantendo e levando essa energia positiva dentro do coração de vocês.

Beijos a todos,

Gabriela Couto, Bióloga da Campanha de Engenharia Genética

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16/11/2004 - 15:42
A cada parada um quadro

Escrevo de Fortaleza (CE). O caminhão, localizado a beira-mar, com sua imponência "Greenpeceana", compõe e entra na paisagem da cidade. Minha reflexão atual é exatamente com relação à paisagem, geografia e urbanismo de cada cidade onde o caminhão pára. Sempre um pano de fundo diferente. Aquela paisagem. Pessoas típicas que transpassam sua história durante a visitação ao contêiner. Como se quadros fossem pintados nos lugares das visitações públicas.

O quadro conclui-se (pintura final) diferentemente em cada localidade, com cores distintas, paisagens particulares e personagens peculiares. A força motriz é sempre a mesma: expedição Energia Positiva para o Brasil. Seu entorno, entrementes, é sempre carregado de diferenciações. Nessas diferenças é que o quadro começa a ganhar suas cores principais. A tripulação da expedição tem certos afazeres que são independentes da localidade, ou seja, as cores primárias do quadro. Existem e já subsistem para os componentes da viagem e para a obra em si. O restante do quadro então é pintado e concluído pelas pessoas que nos visitam e contam suas histórias, pela posição e ambiente em que o caminhão se encontra e o entorno geográfico e urbanístico do local, que dá (re)toque final. Com essa pensativa, acredito que somos, de alguma forma, pintores mambembes.

Sou suspeito para a opinião que darei, mas não visualizo nenhum quadro da expedição que tenha a composição de cores e formas desaprovada por qualquer pintor de alto escalão. São tão vivas e fascinantes, que as pinturas provocam marcas eternas até em corpos frios e insensíveis. Sem contar que a obra não é palpável, porém sentida. Os corações batem de outra maneira. O humano vai aflorar o conteúdo do quadro, que carrega por si só um peso, ao meu ver, já histórico. O olho que gera a reflexão do conteúdo cria e modifica seus próprios parâmetros. Até me proponho a marcar agora a data da primeira vernissage. Um sucesso antes mesmo de começar. Sabe por que?

Pois bem, respondo. Para participar dessa vernissage e conseguir visualizar os milhares de quadros belíssimos pintados, temos de nos desarmar. Temos de pensar com o coração. Sabia que o coração pensa? É verdade. E na minha singelíssima opinião pensa melhor que o cérebro. Se cada ser humano pensasse (antes de cometer qualquer ação) primeiro com o coração e depois com o cérebro, eu nem estaria aqui. Sabe por que? Porque não existiria degradação ambiental, nem pobreza, nem má distribuição de renda desigual, nem classes burocratas, tecnocratas e aristocratas. Viveríamos em harmonia absoluta.

Como diria Lao Tse, sábio filósofo chinês que escreveu uma das melhores obras da Humanidade 600 anos antes de Cristo, o ser humano que precisa ser regido por leis e não consegue ser regido pelo seu coração está condenado à morte.

Até o próximo blog. Convidando para a vernissage que começa, ou melhor, já começou. Basta estar com o coração livre....Belas pinturas para nós. Saibamos olhar e refletir. Pelo amor de Jah!!!

Pedro Alexandre, do atendimento aos sócios

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13/11/2004 - 16:38
BBB... (Brasil, meu Brasil Brasileiro)

Quem tiver a oportunidade, que conheça o nosso país. Com calma, é claro. E mais calma ainda para ouvir as pessoas. São tantas que passam por nós, tanta gente legal, interessante, inteligente, enfim... De início nosso agradecimento à rapaziada do Mundo Livre S/A e do Mombojó, bandas conhecidas em todo o país e originárias de Recife. Valeu pela força, e pela canja também, claro!

Infelizmente ouvimos algumas histórias não tão legais sobre os ataques de tubarões. Apenas a Gabi Couto resolveu se aventurar nos mares da praia de Boa Viagem. Pois é, nos contaram que estão desmatando e destruindo os manguezais, o que afugenta os animais que servem de presas para os tubarões. E por fim provoca uma migração de tubarões às praias do litoral recifense. Uma pena. Mas há muita beleza para ser apreciada, como a praia de Porto de Galinhas, com suas piscinas naturais e tartarugas marinhas.

Recebemos também a visita do Haroldo Mota, presidente da ONG SOS Planeta Terra. Cabra mais que engajado no movimento ambientalista. Ele está percorrendo o país colhendo um milhão de assinaturas para um projeto que crie uma OMMA (Organização Mundial do Meio Ambiente). Valeu, meu garoto!

É isso aê, quase na metade na expedição. Em miúdos. Saímos de São Paulo no dia 7 de outubro, hoje é dia 12 de novembro. 35 dias. E a cidade já é João Pessoa, rápido, né?! A cidade mais verde do Brasil, e a 3ª do mundo na “categoria”. Bela como todas do litoral nordestino. As “zicas” foram embora, e ficaram na esburacada BR 101.

Na capital paraibana, tivemos o apoio de vários biólogos e da ONG Apan (Associação Paraibana dos Amigos da Natureza). A presidente da organização, Paula, botou a mão na massa e foi com o nosso câmera “Ikemoto” man até a praia de Cabedelo, onde existe um deposito de pó tóxico (petcoc) no meio da praia. O registro foi feito. Vamos aguardar o que será feito.

Pois bem, a cidade já é Natal, capital do SOL. Nossa, se eu imaginei que tinha fritado até agora, imagine nessa cidade. Mas vamos lá, o Sol é vida, é natureza, é parte de nós. Seguimos viagem, seguimos com a esperança de ter passado algo positivo por onde passamos.

Valeu!

Cadu Cortez, assessor de imprensa da expedição

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11/11/2004 - 15:13
Subindo...subindo...destino: Nordeste

Salve, salve rapaziada. De volta no Diário de Bordo depois da companhia escrita da Gabi, do Pedrão e da Gladis. E eu volto falando da nossa subida ao Nordeste do País. Logo de cara, Aracaju, a capital sergipana do chorinho, nos recebeu calorosamente. O dia, único na cidade, foi ensolarado e de muita água de coco. A noite caiu e junto a ela o céu estrelado.

Até breve Aracaju e “adelante” Maceió, cidade mais que aprazível. O clima, as praias, são dignos de cenário cinematográfico. Tivemos também a presença de voluntários de Piranhas, 300 km da capital alagoana.

Entre as pessoas que foram visitar o contêiner, o doutor João, dentista que se prestou a nos levar até a padaria do seu cunhado...explico: Estamos registrando o potencial energético do País e também mostrando um pouco do uso prático dessa tecnologia. E o proprietário, Jorge Lima, resolveu substituir o uso da lenha pelo bagaço de cana para alimentar os fogões da panificadora. Segundo ele, uma economia de 30% na conta de luz. Precisamos de mais gente assim gente, mais pessoas engajadas na preservação do meio ambiente. Parabéns à iniciativa.

Depois fomos direto visitar e registrar o funcionamento de uma usina sucroalcooleira (açúcar e álcool) em Rio Largo, 40 km de Maceió. A usina é toda industrializada e o maquinário é quase 100% movido pelo próprio resíduo gerado, o bagaço da cana. Já existe também um projeto que prevê a utilização de placas solares para o abastecimento de uma parte da empresa. Belas iniciativas!!!

Inté moçada!!

Cadu Cortez, assessor de imprensa da expedição

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09/11/2004 - 11:10
A vida mais próxima de nós

De repente um corpo estendido no chão. Pessoas ao redor, temerosas pela cena que se seguia. Uma vida humana, talvez, marcando os passos à outra jornada. Mas, por enquanto, calafrios dos observadores com esperanças de que aquele homem reagisse aos atendimentos de primeiros socorros, executados com o acompanhamento de nossa enfermeira Karen – meus parabéns pela atuação. Durante os minutos que ficou ao solo, o homem permaneceu reto, estático, balbuciando esporadicamente. Até sua saída do local do incidente, no Aeroclube (sítio de nossa Exposição), a tensão era evidente nos olhares das pessoas. Uma senhora esticava um dos braços ao céu, com a palma da mão em direção ao corpo, mentalizando vibrações positivas, como se estivesse aplicando reiki (ação espiritualizada, com origem no Oriente, na qual pessoas usam as mãos para canalizar energias, sempre para melhoras). Logo após este momento, o corpo foi levado ao hospital mais próximo.

Já estávamos a quase uma hora desde o acontecimento, a espera de notícias, na expectativa de serem boas. De repente chega uma mulher com novidade. Por sinal, a mesma que parecia aplicar reiki. Infelizmente, a novidade era que aquela alma não mais fazia parte do plano terrestre. Tinha sido chamada a outro patamar do Universo: a forma ocorreu por parada cardíaca. A força dessa ação tem algo a nos dizer. Nada acontece por acaso. Nada. Fizemos parte de uma cerimônia de passagem ao renascimento. A reflexão me toca até agora, profundamente.

Todos lastimaram muito a morte daquele homem. Uma energia triste tomou meus pensamentos. Peguei uma garrafa de água e joguei o líquido no local onde o corpo tinha permanecido antes de conduzido ao hospital. Sei que a água é Sagrada, devemos louvá-la. Minha intenção foi de purificar aquele local. Purificar os traços deixados pelo corpo físico naquele tombo provocado pela parada cardíaca. Purificar o sangue deixado no chão pela batida da cabeça, para que siga seu caminho em paz. Fiz o que senti no coração. Torço para que tenha sido correto. Intuição... Mais a noite, durante a reunião com o grupo local de voluntários, fizemos um minuto de silêncio, todos de mãos dadas. Pensamos, como nas palavras de Ikemoto, para que sua passagem à recente estrada fosse calma, leve e tranqüila. Muita paz. Luz. Vibrações em escalas reverberadas na mesma sintonia da Terra.

Um sopro de vento chegou
tocou o sítio de purificação sagrado
à quimera interna do verso
versado no magnifico Universo
A vida modificada de tom, forma
levada a outra plataforma
A vida corrida junto ao leito
do rio materno, formoso, estreito
O sangue de nosso sangue
que abraça seu filho em amor único
carrega para consigo rios de Luz
A sapiência intrínseca da natureza
tocada entre a leveza da borboleta
o perfume da sua flor
e o espaço entre o ser e o Senhor
Fogo, Ar, Terra e Água
Purificando corpos e almas
A verdade do Tao
Nossa vida é imortal...

Pedro Alexandre, da área de atendimento a sócios do Greenpeace

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05/11/2004 - 18:54
Um mês de viagem

Já se foi quase um mês de viagem. E ainda faltam mais uns 50 dias... Saudades de casa, saudades dos amigos, saudades daquela rotina que antes eu achava chata.

Confesso que eu achei que ia ser mais fácil. Achei que não ia sentir falta de casa, que não ia ver o tempo passar e que não ia ter a menor vontade de voltar. Mas tem sido uma experiência muito intensa. É como trocar de vida por 80 dias: a gente passa a conviver 24 horas por dia com uma nova família, numa nova rotina, fazendo coisas que antes a gente não estava acostumado. E é com essas pessoas que a gente passa a dividir os momentos de alegria, de frustração, de mau humor etc.

Tivemos o privilégio de ver o Sol nascer no mar, coisa que eu, particularmente, não fazia há muito tempo. O nascer do Sol, pra mim, é um dos acontecimentos mais bonitos que um ser humano pode presenciar... É por essas coisas que vale a pena continuar trabalhando.

Por isso e pelas pessoas muito bacanas que a gente vai encontrando pelo caminho e que vão dando força, simplesmente porque acreditam no que a gente está fazendo. Acreditam em nós e nos relembram daquele velho motivo pelo qual escolhemos estar aqui. Salvar o mundo. Não era esse o objetivo? Soa meio megalomaníaco, meio infantil, parece coisa de história em quadrinho. Mas se a gente não sonhar e não der o primeiro passo, isso não vai acontecer nunca.

Ver o Sol aparecer atrás daquelas nuvens, lá na linha do horizonte, com todos aqueles tons de amarelos, só deixou mais claro o motivo pelo qual a gente trabalha.

Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da expedição

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02/11/2004 - 21:06
Sorria, você está na Bahia

Bahia de todos os santos, todas as cores, todas as etnias, toda linda.
Eu amo a Bahia e seu povo... sempre com um sorriso no rosto e alto astral.

Os dias estavam lindos, ensolarados e quentes. Feriadão prolongado, ficamos no shopping Aeroclube, um lugar cheio de jovens, com muita festa e música, mas que só tem movimento no final do dia, o que fez com que tivéssemos poucas visitas à exposição.

Tivemos alguns “acidentes” com a equipe: O caminhão foi ultrapassado pelo acostamento por uma carreta que levou a lateral direita do contêiner junto. O Madalena e o Pedro, que estavam um pouco à frente do caminhão, bateram quase simultaneamente num outro caminhão, danificando bastante o carro. Por sorte, nestes dois acidentes, ninguém se machucou. O Sérgio ficou resfriado e com dor de garganta. O Cadu comeu quatro acarajés (que ele jura que foram “só” dois) e teve intoxicação alimentar, indo parar no hospital. Eu, torci o pé, quase rompi os ligamentos e estou engessada por oito dias, no mínimo, em repouso absoluto com a perna para cima. Como vocês podem perceber, eu não estou cumprindo à risca a recomendação médica.

Estou no shopping, andando de cadeira de rodas e dependendo de boa vontade dos nossos queridos voluntários, que, por sinal, estão muito motivados, nos ajudando bastante e já planejando atividades que o grupo local do Greenpeace quer desenvolver na cidade.

O incrível é que mesmo com todos os incidentes, todos gostariam de ficar mais uns dias na Bahia. Alguns até querem mudar para cá, como o Magno, nosso bravo motorista.


Gladis Éboli, diretora de comunicação do Greenpeace Brasil

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30/10/2004 - 00:00
Vitória: uma mostra do calor que virá pela frente

Na capital capixaba, tivemos o primeiro dia de sol realmente forte – o que deve ser cada vez mais a rotina daqui pra frente. Pé na areia da Praia de Camburi, o mar ao fundo, e o termômetro ao nosso lado chegou a marcar 42ºC. Água, muita água... E protetor solar. Só assim conseguimos chegar ao final do dia – que, aliás, terminou com uma típica tempestade de verão.

Por volta do meio dia, nossa equipe tentou instalar uma tenda, para amenizar o calor. Mas o vento era tão forte que quase levantamos vôo quando esticamos o tecido. Achamos melhor abortar a missão e encarar o sol a pino. O vento era tanto que os grãos de areia voavam e chegavam a arranhar a pele.

Uma coisa bacana no Espírito Santo foi que contamos com a presença de dois voluntários do grupo de BH, o Jason e o Pimenta, que seguiram viagem com a gente no domingo à noite, para ajudar na exposição em Vitória. Eles já tinham trabalhado como voluntários durante nossa passagem por Belo Horizonte e toparam ajudar em mais uma cidade. Se o grupo de BH já merecia o nosso ‘muito obrigado’ pelo sucesso absoluto da expedição na capital mineira, os dois merecem um agradecimento especial. Valeu Jason! Valeu Pimenta!

Voltando à exposição, é verdade que o sol escaldante e o vento deram uma espantada nos visitantes. Mas pena mesmo foi ter havido uma greve do transporte público justamente no único dia em que estávamos na capital capixaba. Na segunda à noite, enquanto divulgávamos a expedição em alguns pontos movimentados da cidade, as pessoas se mostravam bastante interessadas, mas diziam que sem ônibus seria muito complicado visitar o caminhão.

Mesmo assim, nossa passagem pelo Espírito Santo foi muito válida. Esperamos que a mídia tenha chegado às pessoas que não puderam visitar a exposição e que as notícias da nossa passagem pelo Estado tenham deixado as pessoas interessadas em buscar mais informações sobre as energias renováveis.

É isso aí, valeu Vitória! Até a próxima!

Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da Expedição

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27/10/2004 - 17:26
Energia Positiva do Amor – BH

Parece que a prática da amorosidade surtiu efeito. A maioria da tripulação ficou espantada e surpresa com o clima encontrado na capital mineira. Fascínios de uma “trip” de 80 dias. Como se estivéssemos enclausurados, no bom sentido, entre exposições e hotéis, uma nuvem de simpatia e beleza tomou conta da turma.

A nossa querida Karen se encantou com o voluntário André. Era uma perucagem (vocês ainda vão entender o que isso quer dizer) impressionante.
Por outro lado, eu também encontrei uma figura maravilhosa, apesar de passageiro. Isso é muito louco gente. Como ficamos menos de 2 dias, salvo alguma exceções, nas cidades, o relacionamento estabelecido entre as pessoas é um tanto quanto paradoxal. O mesmo rolou com o Pedro, enfim, o André (outro monstro da expedição) e outros...quanto outros não devem ter existido e nem tomei conta disso.

Mas uma coisa é indiscutível. A energia positiva do Amor teve um papel importantíssimo nesses mais de 25 dias de expedição. A alma fica mais leve, mais paciente, mas amena, mais suscetível, mais calma...posso assim elocubrar.

Pois é, mas nem só de coisas boas é feito o tour. É visível, até para os voluntários, o desgaste dessa coisa toda. E peço desculpas em nome da galera, se não conseguimos dar a devida atenção que todos merecem. Em especial nosso obrigado ao recém- formado Grupo de Voluntários de Belo Horizonte. Ana Quintão, Liberato, enfim...a rapaziada foi bem dimais da conta, como dizem os mineiros.

Tocando o barco minha gente e subindo por terras brasileiras...o próximo destino é a calma e serena Bahia. Salvador nos espera com a benção dos Orixás. É isso aí meu rei. Ahhh, ia esquecendo, mais novidades somente depois dos 3, perrengues, dias de viagem rumo ao norte do país.

Abração e beijos

Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição

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26/10/2004 - 02:15
Meus Querid@s Bioamantes

Quero agradecer de coração ao Greenpeace, à sua equipe e a seus milhões de sócios, a oportunidade de mostrar ao mundo as infinitas qualidades das bioenergias atmosfera limpantes.

Aqui em Belo Horizonte (MG), a expedição foi um sucesso absoluto. Os interessados mineiros formaram enormes e ininterruptas filas para se informar sobre as propriedades das energias renováveis expostas no contêiner e explicadas carinhosamente e entusiasmadamente pelos dedicados monitores.
Teve uma mineira que, com lágrimas nos olhos, agradeceu as palestras, e um mineiro que assistiu três vezes às explicações. Conforme depoimento da aluna Tânia Prado, o professor Marco Antônio da Coltec (UFMG) recomendou a seus alunos visitarem a exposição, e esta trouxe seus pais e amigos.

Conheci aqui pessoalmente o professor Rogério Miranda, responsável pelo desenvolvimento do maravilhoso Ecofogão, que consome menos lenha e faz uma combustão ainda mais atmosfera limpante. Ele também é o fundador e mediador das fantásticas listas virtuais de discussão do IPEF sobre Bioenergias e Florestas.

Espero que o resultado desta expedição seja conscientizar o maior número de pessoas, para que estas convençam as autoridades a mudar seus conceitos retrógrados e fossilizados.

Na página www.fendel.com.br tem o livro: ‘Brasil, até quando?’ para acesso, leitura e divulgação gratuita, onde se encontra muita informação sobre as políticas públicas que já deveriam estar implementadas.

Fortes Bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel

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23/10/2004 - 20:18
Carta a Jesus e ao Governador

Dentre os meus afazeres no Tour Expedição Positiva para o Brasil, o principal gira em torno da captação de recursos, por intermédio de sócios. Converso com muitas pessoas durante todo o dia. Distintos seres “brasilíndios”, como diria Darcy Ribeiro. Nestas conversas consagro a maravilha da formação do brasileiro, com composição oriunda de diversas e distintas matrizes socioculturais e geográficas. Nesse contexto, muitas pessoas me chamam atenção. Um caso peculiar ocorreu quando estávamos em Niterói (RJ).

Seu nome, Marli. Funcionária Pública do Estado. Imagino beirar os 55 anos. Vestimenta simples e elegante, com destaque para o boné na cabeça. Seu óculos revela o cansaço “das vista”. Descrevo-a como uma carioca do subúrbio, inteligente e perspicaz. Porém, o chamariz da questão foi sua muita conversa, também conhecida (ao meu ver) como carência. Na verdade, a questão foi essa. Marli, logo que me viu, iniciou sua verborragia. No começo, encarei como desabafo, depois percebi algo bem mais profundo: a falta de atenção e ouvidos que Marli recebia em seu convívio social, com certeza fato compartilhado por muitos brasileiros.

Era impressionante como Marli não parava de falar, percebia que alguém lhe dava ouvidos. Realmente lhe dava ouvidos, porém eu não conseguia falar nada. Seu monólogo percorreu sua vida. Mostrou-me sua carteira de identidade, com foto aos 20 e poucos anos de idade. Falou de sua decepção amorosa. Contou a relação com os filhos. Sua postura como avó. Tinha consigo imagens de santos, linhagem de sua crença religiosa. Constatou os erros para algumas questões da prova (concurso público) que acabara de prestar, mostrando-me sua cartilha de testes com as respostas. Foi uma navegação por um outro universo. Creio em 20 minutos para toda essa explanação.

A liberdade para comigo foi impressionante. Senti ser um primo muito próximo, que há apenas bons tempos não lhe via. Em certos momentos, Marli abria sua bolsa diversas vezes para mostrar o que continha. Documentos vários, frases de pensadores que gostava de ler, escrituras de rezas e muitos papéis dobrados e cortados. No entanto, o que ela mais gostava de mostrar eram suas cartas já envelopadas, só faltando a cola para fechá-las e o selo para postá-las. Segundo Marli, duas cartas eram importantíssimas, podendo comover seus destinatários, para que, posteriormente, ajudem a mudar o seu mundo e o de milhares de companheiros que convivem com ela. Uma carta era para Jesus Cristo, a outra, para o Governador.

Vou terminar aqui essa lição, pois ainda me comove, por isso agradeço, a fé do povo brasileiro. Uma lição de esperança aos mais insalubres.

Pedro Alexandre
Jornalista da Expedição

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20/10/2004 - 22:56
Desculpas pelo cancelamento

Como vocês já sabem, infelizmente tivemos que cancelar nossas visitas às cidades de Juiz de Fora, Viçosa e Ouro Preto. Nesse momento, estamos realizando uma manutenção elétrica no contêiner, que ainda está no Rio de Janeiro.

Durante a exibição em Campinas, no dia 12, um dos inversores que temos no contêiner queimou. O inversor serve para que a corrente elétrica contínua (que vem das placas fotovoltaicas instaladas no teto do contêiner) seja transformada em corrente elétrica alternada (que vai ser distribuída para todos os equipamentos que temos na exposição).

Como o sistema elétrico do contêiner funciona com dois inversores, pudemos continuar as exposições utilizando apenas um inversor, até que o outro fosse consertado. No Rio de Janeiro, porém, o segundo inversor também queimou.

Nossos técnicos estão trabalhando no problema e esperamos que tudo esteja pronto para zarpar do Rio o mais rápido possível. É importante que se diga que nada disso tem a ver com as placas fotovoltaicas ou com o fato de estarmos utilizando energia solar. O problema parece estar no desgaste dos fios devido à trepidação constante durante o transporte. É um problema que poderia acontecer em qualquer residência, por exemplo, independentemente da fonte geradora de energia.

Enquanto finalizamos os consertos no Rio, o restante da equipe já está em BH, agitando todo mundo e preparando a chegada da expedição na capital mineira.

Mais uma vez, pedimos desculpas a todos os sócios e parceiros de Juiz de Fora, Viçosa e Ouro Preto pelos inconvenientes e esperamos poder encontrá-los em breve, em uma outra oportunidade.

Um abraço, nos vemos em BH!

Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da expedição

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19/10/2004 - 19:40
Parece que saímos de São Paulo há um mês...

A viagem de São José dos Campos para Volta Redonda foi bastante complicada, com um acidente na Dutra, que nos deixou parados por duas horas e meia, em meio a centenas de caminhões. Eu, que dormia no ônibus, acordei quando já estávamos parados e resolvi descer para ver o que estava acontecendo. Tomei um susto quando vi aquelas filas enormes de caminhões... Aquilo tudo parecia até cenário de filme hollywoodiano, daqueles em que o mundo vai acabar e todo mundo resolve pegar a estrada pra fugir. As filas eram intermináveis! Segundo a Nova Dutra – administradora da estrada – havia mais de 8 quilômetros de congestionamento. E a viagem, que era pra durar 3 horas, acabou nos tomando a madrugada toda.

Quase chegando em Volta Redonda, um problema com a embreagem do caminhão acabou nos obrigando a parar novamente. Mas, graças ao apoio da prefeitura de Volta Redonda e dos voluntários que trabalharam para preparar nossa chegada, conseguimos resolver os problemas e abrir o caminhão para visitação normalmente. Queremos agradecer especialmente o apoio da sócia e voluntária Raquel, que agitou a cidade quando soube que o Greenpeace estava indo para lá. Muito obrigada, Raquel, por ter ajudado a nossa visita a Volta Redonda ser um sucesso.

Uma coisa engraçada que está acontecendo é que todos da equipe, sem exceção, estão começando a entender um pouco sobre caminhões! Embreagem patinando, pára-barro, chapa, cavalo e carreta são palavras que antes não eram frequentes no nosso vocabulário e que agora viraram corriqueiras. De vez em quando eu me pego falando “Olha que lindo esse caminhão!”, quando passa alguma carreta bonita na rua. Coisas que eu nunca imaginei que fosse dizer...

Na noite de sexta-feira, partimos rumo à cidade maravilhosa. Foram dois dias de exposição no Jóquei Clube do Rio de Janeiro, abençoados pelo Cristo Redentor, que zelava pelo nosso caminhão de lá de cima. Tivemos a visita de diversos sócios e visitantes do evento Oi Novos Urbanos, além de algumas visitas ilustres, como Regina Casé, B. Negão e Marisa Monte.

No domingo à noite, depois do fim da visitação, arrumamos tudo e o caminhão partiu para Niterói. Como não precisávamos viajar na noite de domingo para segunda-feira, a equipe pôde, finalmente, relaxar um pouquinho e aproveitar pra colocar o pé na areia e no mar de Copabacana. É verdade que só deu mesmo pra molhar os pés, porque já era tarde da noite. Mas valeu a pena!

Na segunda-feira, a exposição foi aberta na Estação das Barcas, em Niterói. A visitação foi um pouco tímida pela manhã – talvez por causa do feriado local (Dia do Comércio) – mas a partir da hora do almoço muitas pessoas visitaram o caminhão; inclusive uma escola de Rio das Ostras, que levou cerca de 100 adolescentes para conhecer as fontes renováveis de energia.

É isso aí, nossa passagem pelo Estado do Rio de Janeiro foi breve (infelizmente), mas muito proveitosa. Agora seguimos rumo a Minas Gerais. Até lá!

Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da Expedição

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14/10/2004 - 21:59
Tudo para conhecer e estar no caminhão

Uma semana de expedição e algumas coisas me chamaram a atenção. A força de vontade de muitos voluntários, sócios e interessados em conhecer o caminhão...em fazer um bem ao meio ambiente.

Em Curitiba tivemos a visita de uma senhora aposentada de 75 anos, Neiva, que ficou um bom tempo conversando com o Pedro do Diálogo Direto. A feição de carinho no rosto da senhora era de emocionar. Ela contava histórias da guerrilha, que ajudava a abrigar refugiados...e depois concluiu: “Eu sou uma italiana doida mesmo”. A dona Neiva tratou todos, sem exceção, com muita atenção e cativou o pessoal do staff. E o mais gostoso, ela voltou no final da tarde com uma caixa de chocolates caseiros. Que delícia, dona Neiva! Hummm...o recheio era maravilhoso (morango com leite condensado).

Em Campinas tivemos a visita de um casal que veio de Piracicaba, a 1h30 da cidade campineira. Estes dois, sem dúvida, merecem o nosso respeito. Valeu Piracicaba!! É muito legal saber que pessoas como essas vieram só para ver de perto o contêiner. Sem contar a visita do Maurício dos Santos, técnico em eletrônica, morador de Taubaté. Isso mesmo. Esse jovem de 27 anos havia programado sua ida ao caminhão para o dia 14, em São José, porém, como teria que trabalhar, conseguiu uma folga no meio da semana para se juntar aos voluntários em Campinas e voltar no dia seguinte para Taubaté. E mais: estava sem carro. Não pensou duas vezes, alugou um automóvel e um quarto no hotel que nós estávamos só para participar da expedição Energia Positiva para o Brasil. Grande Maurício, valeu pela força e dedicação, meu garoto!

Em Floripa tivemos a visita do voluntário e sócio Gustavo Tecchio. Pois é gente. Hoje ele faz parte da equipe de staff. Esse jovem, que veio de Joinville apaixonado pela preservação do meio ambiente, resolveu abrir mão de seus deveres e responsabilidades para se dedicar, como voluntário, ao tour de energia. Ele mesmo diz: “Acredito na causa, em transformar um mundo num lugar melhor para viver. Por isso estou aqui.”

De Porto Alegre vieram dois voluntários. David, o Madalena, e a Karen Araujo. O primeiro, já citado é o famoso faz-tudo. Desde a explicação técnica dos equipamentos em exposição até comprar água para o staff. Já Karen organiza toda a galera que se voluntariou.

Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição

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10/10/2004 - 17:47
Floripa à vista

Foi uma verdadeira loucura nossa chegada à Ilha da Magia, hoje Ilha de Santa Catarina. O cansaço bateu forte em toda a equipe. Normal, a galera ta envolvidíssima e está dando o sangue para que tudo dê certo. O Madalena é um verdadeiro monstro, um guerreiro. Esse gaúcho voluntário vestiu a camisa e quem vier conhecer a exposição vai ver ao vivo, in loco que eu não to mentindo.

O tempo infelizmente não ajudou no primeiro e único dia em Floripa. O trapiche Beira-Mar foi o palco escolhido. A vista e o ambiente já eram outros. Eu explico. Quando fomos almoçar, enxergamos o horizonte. Olha que maravilha gente! Em São Paulo o máximo que eu, pelo menos vejo, é um prédio no Alto de Pinheiros. Maravilhosos. Serviu para recarregar as energias.

No domingo, a chuva resolveu dar o ar “sem graça” e impediu a abertura do caminhão. Paciência!! Ahhh, tava esquecendo, arrebanhamos um voluntário, o Gustavo, para nos acompanhar durante um trecho. Seja bem-vindo meu garoto. Com o caminhão fechado, só poderíamos retornar à região sudeste do Brasil. Hoje, domingo, dia 10 de outubro, às 22h56 estamos em São José dos Pinhais. Amanhã retomamos viagem sentido Campinas. Nossa penúltima aparição pelo estado de São Paulo.

Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição

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08/10/2004 - 19:11
Contornando o sul do país

Curitiba/Florianópolis (08/10/04) - Salve, salve. Estamos de volta, na verdade rumo à região sul do Brasil. Alguns contratempos aconteceram quando viajávamos com destino ao Paraná. Na rodovia Régis Bittencourt um caminhão explodiu carregando gasolina, combustível altamente inflamável. Depois de aproximadamente 5 horas, “aportamos” na cidade de Curitiba. Noite aprazível e de pouco descanso. Na manhã seguinte muita gente foi visitar o contêiner e o clima estava sensacional. Calor, muito calor...e frio no fim de tarde. Vale também nosso agradecimento à imprensa paranaense que compareceu em massa na exposição e mostrou às pessoas um pouco do nosso trabalho. Valeu também à banda Black Maria, sucesso de rock n’roll local, que esteve na praça central em Curitiba para apoiar nosso evento.

E mais uma vez nosso obrigado aos bikers (homens, mulheres, crianças), presentes na saída da cidade, mesmo debaixo do típico frio curitibano.

Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição

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07/10/2004 - 21:46
E o projeto virou realidade...

RÉGIS BITTENCOURT (SP) / 9H46 - Pois é rapaziada, o que era projeto virou realidade. Foi dada a largada para a expedição Energia Positiva para o Brasil. A praça da Sé, no centro de São Paulo, foi o palco do nosso encontro com os curiosos e também simpatizantes que foram visitar o contêiner da exposição. Foram dois dias muitos legais. Com certeza mais de 1500 pessoas passaram por lá. Vale destacar aqui a presteza e “profissionalismo” dos voluntários que nos ajudaram na monitoria e desmontagem do caminhão. Valeu galera!

Duas escolas também passaram por lá e se encantaram com as explicações sobre energias renováveis. Algumas até prometeram falar para seus pais que comprassem placas fotovoltaicas para suas casas.

Além da meninada, contamos com a presença do biker (BMX) e repórter da ESPN Brasil, Juca Favela, que curtiu bastante o evento e prometeu dar uma força pro Greenpeace. Na sequência dois DJs mandaram muito bem nas PicUps, fazendo a festa daqueles que circulavam pela Sé, com muito Ragga e Hip Hop. Foi quando, por volta das 22h15, vários bikers apareceram na Igreja da Sé para prestigiar o evento. Infelizmente São Pedro resolveu lavar o assoalho e a garoa não permitiu a presença de mais ciclistas. Mas para os corajosos que encararam o frio e chuva, aqui vai nosso agradecimento. Bike na veia!!

Pra coroar nossa primeira cidade, Sampa, a moçada que faz parte da equipe de staff decidiu se despedir da megalópole no ambiente mais paulista possível, assim como o local (Praça da Sé).

Galera, foi sensacional. Onde fomos? Imaginem a cena, ou melhor, “ouçam a cena” : Alguma coisa acontece no meu coração. Só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João”. Isso mesmo. Na terra da garoa, e de fato garoava, nós fomos no Bar Brahma, situado no cruzamento mais famoso da cidade, e pegamos o finalzinho do show dos Demônios da Garoa. Olha que nada foi programado! Um início em alto astral que coroou a saída de São Paulo.

Próxima parada. A capital paranaense, Curitiba.

Vamu que vamu. Tá só começando!! Nos próximos posts vocês irão conhecer a rapaziada que faz parte dessa jornada.

Cadu Cortez
Assessor de Imprensa da expedição

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06/10/2004 - 20:25
O Sol inaugurou a expedição

O Sol, que também é uma fonte de energia renovável e positiva, apareceu para celebrar o início da Expedição Energia Positiva para o Brasil, que começou ontem na Praça da Sé, em São Paulo.

A madrugada em claro, de trabalhos intensos para preparar tudo e permitir que a exposição estivesse pronta a tempo, foi recompensada pela imagem do contêiner em frente à Catedral da Sé, na manhã da terça-feira de Sol. Cerca de 500 pessoas visitaram o caminhão no primeiro dia da expedição, e a programação foi bastante diversificada.

Começamos a terça com uma coletiva de imprensa, seguida pela participação do rapper Xis, que foi à praça especialmente para conhecer o caminhão e apoiar a expedição. Ao mesmo tempo, uma imensa lona de 12m de largura por 2m de altura foi instalada na lateral do contêiner para que o artista Onesto contribuísse para a expedição com seu grafite. No final da tarde, 20 crianças da Batucada Catarina – uma ONG paulistana que ensina crianças carentes a tocar instrumentos de percussão – visitaram o caminhão, contagiando os visitantes com sua música.

Hoje pela manhã, recebemos a visita de duas escolas (uma da Zona Leste de São Paulo e outra de Jundiaí) e outras 500 pessoas visitaram a exposição. Agora à noite a programação continua, com um happy hour animado por DJs convidados e a presença de inúmeros ciclistas que irão acompanhar a saída do caminhão da cidade de São Paulo rumo a Curitiba.

Em especial, temos que agradecer aos sócios da terra da garoa, que trabalharam no caminhão, divulgaram e distribuíram cartazes. Graças a vocês, o lançamento da expedição foi um sucesso!

A equipe que vai acompanhar toda a expedição segue viagem amanhã (um pouco cansada, é verdade), mas muito contente com o resultado inicial dos trabalhos. Com certeza, essa será uma oportunidade e tanto pra mostrar ao Brasil que as energias renováveis são a melhor opção!

Um abraço,
Gabi Vuolo

Gabi Vuolo, da equipe de coordenação da Expedição

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28/09/2004 - 15:11
....menos de 10 dias

Quase tudo pronto para o lançamento de uma das maiores expedições itinerantes do Brasil. Os preparativos da expedição Energia Positiva para o Brasil estão na reta final.

Os sócios de São Paulo, interessados em ajudar na campanha de energia, estiveram na semana passada no escritório do Greenpeace, no bairro do Butantã. O grupo se reuniu para discutir as tarefas que cada um irá desempenhar no lançamento da expedição, marcado para o dia 5 de outubro na praça da Sé, região central da capital paulista.

O contêiner

O nosso contêiner já está na fase final de montagem e adesivagem. Nessa semana, ele irá receber a “companhia” de mais de 20 placas fotovoltaicas, responsáveis por captar a energia do Sol e gerar a eletricidade necessária para alimentar os equipamentos instalados nele. O trabalho está sendo realizado em Diadema, na Grande São Paulo, na fábrica de um sócio do Greenpeace. Até o final da semana o contêiner já estará com a roupagem especial da expedição.

É isso rapaziada. Já estamos em contagem regressiva para o início da expedição Energia Positiva para o Brasil.

E a partir de agora você é nosso convidado! Acompanhe pelo Diário de Bordo tudo o que vai acontecer nesses 80 dias de viagem pelo País.

Cadu
Jornalista do Greenpeace que acompanhará a expedição

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